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domingo, 2 de outubro de 2011

Modernismo no Brasil III- A Primeira Geração Modernista

A Primeira Geração Modernista, também chamada de Geração de 22 foi composta pelos artistas que participaram da Semana de 22, Trasila do Amaral e Lasar Segall. Dura de 1917 até 1930. Ela é marcada pela mistura de elementos do exterior- mistura de vanguardas criando algo novo.
A Geração de 22 tem como marca principal a VÁLORIZAÇÃO DAS RAÍZES NACIONAIS: eles querem mostar o que a cultura brasileira tem, portanto eles não são nacionalistas como os clássicos ou realistas são. Eles abordam temas como índio (sem idealização!), resgatam o Barroco Mineiro (pois ele é único, é o barroco tipicamente brasileiro), MPB (raiz da música brasileira/ não é as músicas de MPB que ouvimos no rádio, mas sim samba, maracatu, umbigada,...) e a religiosidade (apesar de os modernistas serem ateus).
Observação: por não seguir muito essas 'regras', Anita Malfatti não tem tanto destaque.
A primeira geração modernista rompe com a arte acadêmica (o modernismo como um todo é assim, apesar de a segunda geração ser menos ousada). Há uma maior preocupação estética por causa da influência das vanguardas europeias. O conceito de 'antropofagia´ "percebido" por Oswald de Andrade é seguido (haverá um post só sobre isso).
É importante notar que a primeira geração modernista não tem ligação com a política (enquanto a segunda geração tem).
Abaixo estão algumas obras da Geração de 22.

Pietá- Victor Brecheret

Roda de Samba- Di Cavalcanti

Samba- Di Cavalcanti

Cabeça de Cristo- Victor Brecheret

Ascensão- Victor Brecheret

O Nascimento de Mani/ Mani Oca- Vicente do Rego Monteiro


Nas ambas as obras percebe-se a valorização das raízes nacionais: Di Cavalcanti retrato o samba (MPB), Victor Brecheret retrata a religiosidade e inclusiveum pouco do barroco mineiro e por fim Vicente do Rego Monteiro retrata os índios.
OSERVAÇÃO: apesar se pertencer à geração de 22, esse post não mostra as obras de Tarsila do Amaral, pois haverá um post dedicado somente a isso!

Modernismo no Brasil II

Esse post mostará a início, de fato, do Modernismo no Brasil. Espero que vocês gostem!
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A Semana de Srte Moderna aconteceu em S.P., no Teatro Municipal, de 13 a 17 de fevereiro de 1922. Esse ano foi escolhido por representar o centenário da independência do Brasil; a data celebraria a independência da arte. O evento participa das festividades de centenário da independência.
O evento foi patrocinado pelos própios modernistas, que tinham muito dinheiro. A maior parte do dinheiro veio de Paulo Prado.
No primeiro dia, muitos não sabiam do que se tratava a exposição, e por isso foram vê-la. Pode- se dizer que foi uma " exposição escandalosa".
Os participantes da Semana de 22 foram: Heitor Villa- Lobos (música), Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia (literatura), Victor Brecheret (escultura) e Anita Malfatti e Di Cavalcanti (pintura).
Vale lembrar que Tarsila da Amaral não participou da Semana de 22, pois ela estava em Paris (ela nem conhecia os modernistas ainda).
A abertura do evento foi feita por Graça Aranha, que foi um escritor PRÉ- Modernista.
A Rede Globo, produziu em 2004, a minissérie Um Só Coração, com o intuito de homenagear os 450 anos de S.P. A minissérie fala um pouco sobre a Semana da Arte Moderna e seus artistas. O link a seguir mostra trechos dessa série: http://www.youtube.com/watch?v=zc2AHqe9zrw
As fotos abaixo mostram os convites do evento:


Nesse 'desenho' pode-se identificar alguns artistas da Semana de 22

Modernismo no Brasil I

Ola pessoal! Depois de terem me pedido muito para postar algo novo e depois de estar um ano sem postar sobre arte no blog, aqui vai uma postagem sobre modernismo no Brasil.
Espero que voces aproveitem!
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A primeira exposição de arte moderna no Brasil foi realizada pelo lituano Lasar Segall em 1913. Ele vem para o Brasil para visitar os irmãos que moravam aqui e aproveita para "divulgar" seu trabalho. Infelizmente, a exposição foi um fracasso. Porém, é por causa dela que Anita Malfatti se empolga para sair do pais e estudar arte.


Asilo dos Velhos- 1909- obra de Lasar Segall que participou da exposição de 1913 em Campinas

Anita Malfatti foi a primeira brasileira de fato a realizar uma exposição de Arte Moderna aqui no Brasil. Em suas obras há a influencias do Fauvismo/Cubismo, Expressionismo adquiridas em suas viagen à França, EUA e Alemanha. Mas é necessario lembrar que na Arte Moderna brasileira não há uma vanguarda em evidência, mas sim uma fusão dos elementos das vanguardas.
A exposição ocorreu em 1917, e foi fortemente criticada por Monteiro Lobato; e como Malfatti não era uma pessoa muito segura, se achava feia, etc, ela sofreu muito com essas críticas.
A crítica de Monteiro Lobato foi expressa no texto Paranoia ou Mistificação, que foi publicado no jornal 'O Estado de SP'. (outro post falará mais sobre esse texto).
O mais intressante é que, por causa desse texto, muitos artistas se uniram a Anita Malfatti em busca de uma arte brasileira livre das regras do adademicismo. O grupo resolveu se organizar para mostrar a Arte Moderna para o Brasil. "Eles criaram uma briga INTELECTUAL".
Abaixo, estao algumas obras de Anita Malfatti:
A Estudante Russa- 1915/1916

A Boba- 1915/1916

O Japonês- 1915/1916


O Farol- 1915

Homem Amarelo- 1915
A Ventania- 1915/1917





terça-feira, 23 de novembro de 2010

Futurismo (parte I)

O Futurismo é outro movimento artístico que surge dentro da Belle Epoque.
Começa na Itália e dura  de 1909 até 1914.
A ideia do Futurismo é que nunca haja uma arte do futuro, e que a arte construída hoje deve ser destruída amanhã. (Maluco não?!?). Por isso, muitos artistas foram presos porque tentaram destruir museus da antiguidade.
O Futurismo valoria o dinamismo através da eletricidade, máquinas, etc... (avião, automóvel...). E como o Futurismo está 'dentro' da Belle Epoque, época em que não há guerras no mundo, os artistas futuristas glorificam a guerra como algo sensacional. (Maluco não?!?)

Filippo Marinetti, o único artista futurista que não foi para a guerra (pelo menos alguma pessoa sã para 'salvar' os futuristas), fazia poesias sonoras, as quais não continham pontuação, valorizando- se a tipografia.
Na capa do livro Zang Tumb Tumb (foto abaixo), podemos perceber a enorme 'confusão' gerada pelos diferentes tamanhos de letras, falta de pontuação,... Filippo Marinetti costumava declamar suas poesias em praças. A 'sonoridade' do poema é gerada pelos tamanhos das letras (cada tamanho exige uma altura na voz), etc.
Foto de Filipppo Marinetti

Poema de Filippo Marinetti

Capa do livro ZANG TUMB TUMB




Giiacomo Balla é um dos representantes da pintura futurista:

Giacomo Balla

Navio de Guerra, Viuva e vento- 1916 
Dinamismo de um cão- 1912

Luz da rua- 1910 (nessa pintura percebe- se que a Lua é deixada em segundo plano, sendo a eletricidade mais valorizada)

Pessimismo e Otimismo- 1923



Umberto Boccioni foi pintor e escultor:

Auto- retrato

A estrada entra na casa- 1911


Visão simultânea- 1912

Formas únicas da descontinuidade no espaço- 1913



CONTINUA...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bella Époque

Belle Époque (bela época) foi um movimento histórico que ocorreu na França.
Seu início foi marcado pela EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE PARIS- França em 1889. Mas por que por essa exposição?
Essa exposição foi um marco de grande importância, não foi só uma simples exposição.
Dela participou a famosa Torre Eifell, uma construção feita por Gustavo Eifell, e que deveria representar a 'nova cidade' (moderna) usando-se o ferro fundido e o vidro.
......Voltando à Belle Époque....
Seu fim foi marcado pela Primeira Guerra Mundial- 1914, o que foi algo terrível, pois essa guerra matou mais gente em quatro anos do que as Guerras Napoleônicas, que duraram 20 anos; e além do mais a Belle Époque, era a melhor época para se viver, já que não ocorriam guerras nela.

A Belle Époque foi uma época de grandes descobertas e inovações científicas, sendo estas:
- avião
-automóvel
- telefone
- cinema
- som gravado
- pão de forma
- sorvete de casquinha
- descarga de banheiro
Sim, muitos podem perguntar o porquê de o pão de forma e o sorvete de casquinha, que são coisas tão supérfluas, serem inovações.
O pão de forma 'representava' a comida industrializada; na guerra, já não era mais preciso fazer fogueiras para esquentar comidas, já se tinha tudo nas latas! (Legal não é?!?)
Já o sorvete de casquinha, 'representava' o surgimento da refrigeração (você já parou para pensar que antes não havia como congelar carnes?? ). Mesmo não parecendo, essas pequenas coisas mudaram nossas vidas!!
A descarga de banheiro 'representou' o surgimento do saneamento básico, encanamento, chuveiro, etc. Isso foi uma grande revolução na vida das pessoas, já que antes elas defecavam em um pinico e depois jogavam as fezes pela janela.
Infelizmente alguns desses objetos foram usados para o mal na guerra, como é o caso do avião (e o pão de forma?!?!)
É aí, que surge também uma nova arte: O CINEMA!